Redes sem fio

Aplicações das redes sem fio
Redes sem fio (wireless) utilizam ondas de rádio, luz infravermelha ou a laser para
transmitir dados pelo ar. É difícil dizer com certeza absoluta se no futuro este tipo de
rede irá substituir as redes em fio. Pelo que tudo indica, parece que não. As redes
com cabeamento têm custos menores e atingem taxas de transmissão mais elevadas.
Redes sem fio operam com taxas menores e têm custo mais elevado. Sua grande
vantagem é a flexibilidade de instalação. É indicado o seu uso sempre que for
inviável ou muito difícil a instalação de cabos. Imagine as seguintes situações em
que pode ser interessante instalar redes sem fio, ao invés de utilizar cabos:
a) Em uma exposição de informática, na qual não existe infraestrutura pronta para
um cabeamento normal.
b) Em uma sala de reuniões onde computadores são instalados de forma provisória,
utilizando as tomadas de força já existentes, mas não havendo disponibilidade de
cabeamento. Pode ser possível instalar um hub e interligar os computadores, mas
pode ser inviável ter acesso à rede principal.
c) Em uma residência, onde pode ser inviável quebrar paredes para instalar cabos, ou
fixar cabos através dos rodapés.
d) Em situações nas quais é necessário ter mobilidade do computador usado.
A ligação de computadores em uma rede sem fio torna viável qualquer tipo de
instalação em que é necessária mobilidade, além de permitir instalações não
permanentes, evitando obras e instalações adicionais que seriam feitas se fosse
utilizado cabeamento convencional.
O problema do custo
Os dispositivos usados em redes sem fio são consideravelmente mais caros que
equipamentos convencionais. O custo de implementação de uma rede sem fio pode
ser entretanto bem mais baixo quando levamos em conta que não é necessário fazer

uma obra para instalar cabos. Não é preciso contratar pedreiro, eletricista e pintor. O
técnico que normalmente faria a instalação dos cabos da rede normalmente está
capacitado a configurar a rede sem fio. Levando em conta esses fatores, o custo total
da implementação de uma rede sem fio pode ser inferior ao de uma rede comum. É
claro que se no local da instalação já existir infraestrutura de rede, não é necessário
instalar uma rede sem fio. Podemos utilizar uma rede convencional.
Velocidade menor
Os dois padrões mais usados atualmente nas redes sem fio são o IEEE 802.11b (11
Mbits/s) e IEEE 802.11a (54 Mbits/s). São velocidades inferiores aos 100 Mbits/s
obtidos com redes Fast Ethernet. São entretanto velocidades aceitáveis para acesso a
arquivos em um servidor e para compartilhamento de conexão com a Internet.
Lembre-se que há poucos anos atrás, as próprias redes Ethernet operavam (e muitas
ainda operam) a 10 Mbits/s.
Note que essas velocidades citadas para os padrões 802.11a e 802.11b são valores
máximos. Por exemplo, o 802.11b tem alcance de 100 metros, mas a taxa pode
assumir valores menores, como 5,5 Mbits/s e 2 Mbits/s à medida em que a distância
aumenta.
O alcance por sua vez pode variar bastante, dependendo dos obstáculos. Em um
ambiente aberto, o alcance pode chegar a 200 ou 300 metros. Em ambientes
fechados, paredes e lajes bloqueiam parte do sinal. Com o sinal atenuado, o alcance
é menor. Ao instalarmos uma rede sem fio, pode ser necessário testar o alcance
através de utilitários que indicam a potência do sinal recebido do Access point. Pode
ser portanto necessário instalar mais de um Access point, de acordo com a potência
do sinal.
Compatibilidade com redes convencionais
A diferença entre uma rede sem fio e uma rede convencional está nas interfaces, nos
drivers e no meio físico. Redes convencionais utilizam placas de rede e
concentradores, normalmente no padrão Ethernet. Utilizam cabos de diversos tipos,
sendo o mais comum o UTP categoria 5 operando com taxas de 100 Mbits/s. Nas
redes sem fio o meio utilizado é o ar. São usadas placas de rede e cartões PCMCIA
especiais que operam com ondas de rádio ou outros tipos de onda eletromagnética.
Comparando as duas redes, vemos que nas camadas superiores não existe diferença.
Os protocolos utilizados (TCP/IP, por exemplo) são os mesmos, e não fazem
distinção entre um tipo ou outro de rede. Usamos portanto as mesmas técnicas para
configuração de redes ponto-a-ponto e cliente-servidor, as mesmas configurações de
software, os mesmos comandos de compartilhamento, logon e acesso a recursos
compartilhados. Todos os ensinamentos dos capítulos 4, 5 e 6 aplicam-se portanto às
redes sem fio.Graças a esta compatibilidade, quem sabe montar uma rede convencional está
praticamente apto a montar uma rede sem fio. Basta conhecer os equipamentos
utilizados e fazer a sua instalação.
Configurações de redes sem fio
Uma rede pode ser 100% sem fio. Seus computadores podem ter cada um, uma placa
ou cartão de rede equipado com uma antena. Todos os computadores trocam dados
entre si utilizando as ondas de rádio ou outro método que dispense fios. Podem ser
usados notebooks ou computadores de mesa. Cada um desses computadores pode ter
uma impressora a ser compartilhada com os outros, ou pode ser ainda usado um
servidor de impressão sem fio. Na figura 1 temos uma rede sem fio formada por
quatro computadores, sendo que um deles tem uma impressora que é compartilhada
com os outros.

paulista

Na maior parte das ocasiões, uma rede sem fio é instalada sobre uma rede
convencional. Funciona como uma expansão da rede normal. Os dispositivos
adicionais operando sem fio podem assim ter acesso aos demais recursos da rede
(figura 2). É preciso utilizar um dispositivo chamado Access point (ponto de acesso).
É ligado à rede local através de um cabo UPT e um conector RJ-45. Este dispositivo
é encarregado de transmitir para os computadores da rede sem fio, dados
provenientes da rede, e vice-versa. É possível usar vários Access points, aumentando
assim a área de cobertura da rede sem fio.

Figura 2
Computadores ligados sem fio a uma rede
convencional

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Os modelos mais simples de Access points possuem apenas um conector RJ-45 para
ligação na rede convencional. Outros modelos são mais sofisticados, com conexões
para Internet e impressoras. Mesmo o modelo mais simples permite uma ligação com
um Internet Gateway, através do qual podemos ter uma conexão com a Internet. Esta
conexão é compartilhada com os demais computadores da rede sem fio (figura 3).

Figura 3
O Access point
pode ser ligado à
Internet

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Equipamentos
Nos computadores da rede sem fio é preciso utilizar placas apropriadas. Na figura 4
vemos uma placa PCI para rede sem fio. Existe na parte traseira uma antena de cerca
de 15 centímetros. Esta antena é similar à utilizada por telefones sem fio.

Figura 4
Placa PCI para rede sem fio.

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Nos notebooks utilizamos cartões PCMCIA como o que vemos na figura 5. Esses
cartões possuem uma antena embutida. Existem normalmente LEDs indicadores da
qualidade do sinal recebido.

Figura 5
Cartão PCMCIA de rede sem fio,
para notebooks.

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Os fabricantes oferecem além das placas de rede sem fio PCI, placas adaptadoras
como a da figura 6. Essas placas são conversoras de barramentos PCMCIA para
PCI. Permitem portanto ligar em um computador de mesa, placas PCMCIA que
normalmente são usadas em notebooks.

Figura 6
Placa adaptadora PCMCIA/PCI,
na qual instalamos um cartão de
rede sem fio.

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A figura 7 mostra o tipo mais simples de Access point. Além da conexão para o
adaptador AC, possui uma única conexão RJ-45 para ser ligado à rede cabeada. Uma
vez conectado passa a enviar e receber sinais para os PCs da rede sem fio no seu raio
de alcance.

Figura 7
Access point.

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Na figura 8 vemos um servidor de impressão para rede sem fio. Este modelo possui
três portas paralelas nas quais instalamos até três impressoras que podem ser
acessadas pela rede sem fio. Desta forma, não apenas as impressoras ligadas aos
computadores da rede sem fio podem ser usadas, mas também aquelas que são
ligadas a este servidor. É claro que quando uma rede sem fio é acoplada a uma rede

convencional, as impressoras desta rede também podem ser usadas pelos
computadores da seção sem fio.

Figura 8
Servidor de impressão wireless.

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Podemos ainda encontrar produtos com múltiplas funções. O DI-713P, mostrado na
figura 9, é um Access point que possui uma conexão para Internet, na qual pode ser
ligado um dispositivo WAN, como um modem a cabo. Também funciona como
Firewall, tem uma porta para conexão de impressora, três portas RJ-45 para ligação
na rede convencional, ou então para formar uma pequena rede híbrida, com a ligação
direta de até três computadores. Permite ainda a conexão com um modem externo.
Este modem pode ser usado quando não existem conexões de banda larga
disponíveis, e também como uma conexão de reserva, para o caso da conexão de
banda larga estar inoperante.

Figura 9
Access point com múlltiplas
funções

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A figura 10 mostra uma pequena rede formada com um Access point de múltiplas
funções, como o D-Link DI-713P. É ligado à Internet através de um modem a cabo

ou DSL, e também por um modem convencional, para o caso de falha na conexão de
banda larga. Tem uma conexão com impressora e duas conexões RJ-45 para
cabeamento convencional. Podemos conectar computadores diretamente nessas
portas ou então ligar uma delas a um hub ou switch, integrando o dispositivo a uma
rede maior.
Note ainda que está mostrada na figura 10 a ligação de um computador à rede sem
fio através da porta USB. Os fabricantes de dispositivos para redes sem fio oferecem
normalmente várias opções de conexão, entre elas interfaces para rede sem fio dos
tipos PCI, PCMCIA e USB.

Figura 10
Conexões com um Access point
de múltiplas funções.

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Note entretanto que se existe uma rede convencional com acesso à Internet
disponível, não faz sentido utilizar um dispositivo com o o DI-713P. Existem outros
Access Points mais baratos por dispensarem as conexões diretas com a Internet.
Tipicamente um Access point forma uma sub-rede de classe C, com 256 endereços.
Descontando os dois endereços de “uso interno” da sub-rede, podemos ter até 252
dispositivos sem fio ligados na rede.
Padrões 802.11a e 802.11b
O IEEE-802 é um conjunto de padrões relacionados com redes Ethernet. Os padrões
802.11a e 802.11b especificam as redes Ethernet sem fio. A tabela a seguir mostra
algumas características desses dois padrões.

Taxa máxima 54 Mbits/s 11 Mbits/s
Alcance 50 m 100 m
Freqüência 5 GHz 2,4 GHz

Os dispositivos 802.11a e 802.11b não são compatíveis, já que operam com bandas
de radiofreqüência diferentes. Ao implantar uma rede sem fio é preciso portanto
decidir qual dos dois padrões será usado. Existem entretanto Access point com o
recurso Dual band, que são capazes de operar com ambos os tipos de dispositivos.
Com eles podemos formar uma rede sem fio com dispositivos 802.11a e 802.11b.
Desta forma é possível montar uma rede baseada no padrão 802.11b (os dispositivos
são mais baratos), e posteriormente trocar o Access point por um modelo dual band
(por exemplo, o D-Link DWL-6000AP) e acrescentar dispositivos 802.11a,
mantendo os dispositivos 802.11b originais.

 

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