Termos Técnicos de Informática

É preciso conhecer os termos técnicos de informática para entender os manuais dos produtos e as informações existentes nos sites especializados e dos fabricantes. Mas é preciso também conhecer os termos populares (normalmente imprecisos) usados no comércio e quase sempre pelos usuários. Um bom técnico precisa conhecer ambos os termos.

Muitos aprendem errado desde o início, mas nunca é tarde para conhecer o certo. Profissionais como professores e técnicos têm não somente a obrigação de conhecer os termos corretos, mas também de usá-los no dia-a-dia e divulgá-los entre os usuários.
 
Módulo de memória e pente de memória

O termo pente de memória  surgiu na década de 1980, quando chegaram ao mercado os módulos SIPP. Eram pequenos módulos de memória, bem menores que os atuais DIMM/168 e DIMM/184 e tinham 30 pequenas “perninhas” (falando tecnicamente, “pinos”) que eram encaixadas em soquetes na placa-mãe. Devido a essas “perninhas”, esses módulos pareciam um pente.

Logo depois foram criados os módulos SIMM/30 com o mesmo tamanho e os mesmos 30 contatos, porém, sem as “perninhas”. Depois disso vieram outras gerações de módulos: SIMM/72, DIMM/168 e DIMM/184 são os mais populares, mas ainda assim continuam sendo chamados popularmente de “pentes”.

Memórias DIMM

Em 1997, foram popularizadas as memórias SDRAM. Era época do processador Pentium MMX. Essas memórias eram fabricadas em chips que por sua vez formavam módulos chamados DIMM/168, pois tinham 168 terminais. No comércio foi convencionado chamá-las de memórias DIMM.

Por volta de 2000, chegaram ao mercado as memórias do tipo DDR SDRAM ou simplesmente DDR, formando módulos DIMM/184. Os nomes usados popularmente para essas memórias são DIMM e DDR. Note, entretanto, que as memórias DDR também usam módulos DIMM, porém, do tipo DIMM/184. Da mesma forma como as novas memórias DDR2 usam módulos DIMM/240.

Seria tecnicamente correto chamar essas memórias de DIMM/168, DIMM/184 e DIMM/240, respectivamente; ou, então, de SDRAM, DDR e DDR2.
 
CPU

Significa central processing unit. Este termo era usado para designar a parte dos computadores de grande porte responsáveis pelo processamento. Antigamente, era um módulo inteiro do tamanho de uma estante. Em computadores mais compacto, a CPU era uma placa inteira. Nos microcomputadores, a CPU é o processador. A placa na qual o processador é instalado é chamada placa-mãe ou placa de CPU. É errado dizer que esta placa é a CPU. É apenas a placa onde fica instalada a CPU.

Popularmente, o termo CPU é também usado para designar o gabinete onde ficam as placas, discos e fonte de alimentação. O computador é formado por monitor, CPU e teclado _ está errado usar esta afirmação. Aquela caixa metálica é também chamada de gabinete ou torre. Ambos os termos são imprecisos, pois o gabinete também pode ser simplesmente a caixa metálica vazia – como é comprada nas lojas – e gabinetes também são desktops (horizontais) e não somente verticais.

Todos os termos são aceitos, mas a rigor não poderia ser chamada de CPU, já que além de processamento também realiza armazenamento e entrada/saída de dados.

BIOS

BIOS significa Basic Input/Output System, ou seja, sistema básico de entrada e saída. É um programa armazenado em uma memória Rom (mais especificamente, uma flash Rom) localizada na placa-mãe. Já que trata-se de um sistema, é correto dizer o sistema, e não “a sistema”. Portanto, o termo “a BIOS” é uma expressão errada.
 
Saídas seriais, paralelas, USB…

Algumas interfaces do computador são usadas para saída de dados (exemplo: a da impressora); outras são usadas para entrada de dados (exemplo: a do teclado). A maioria das interfaces, entretanto, é usada tanto para entrada como para saída de dados: como as seriais e USB.

Até mesmo a porta paralela é bidirecional (desde o início dos anos 90) e serve para saída (no caso da impressora) para entrada (no caso de scanners, por exemplo) e para ambas as operações (por exemplo: no caso do zip drive paralelo).

Devido a essa variedade de opções, é errado usar temos como saída USB, saída paralela, saída serial. Seria melhor dizer portas ou interfaces, ao invés de termos imprecisos como entrada e saída.

Winchester

Nos anos 80, o disco rígido era chamado de winchester. Este termo começou, aos poucos, a cair em desuso e já em meados dos anos 90 ficou fora de moda. O termo aceito mundiamente é hard disk ou disco rígido. Alguém que o chame de winchester pode dar a impressão de que acaba de chegar de 1990 em algum tipo de máquina do tempo.

Resetar o BIOS

Clear CMOS é uma operação que consiste em deixar a memória de configuração CMOS da placa-mãe sem energia por alguns segundos, provocando seu apagamento. Usamos este recurso para apagar senhas no CMOS Setup ou desfazer configurações que impeçam o funcionamento do computador (por exemplo: a programação do FSB do processador com uma velocidade errada).

Ao constatar que a memória CMOS está zerada (mais precisamente, com dados inconsistentes, através de um Checksum), o BIOS automaticamente a recarrega com valores de fábrica. Não estamos,portanto, zerando ou resetando o programa BIOS e sim zerando a memória CMOS.

Apesar das pequenas imprecisões técnicas citadas aqui, nenhuma delas causa mau funcionamento do computador. Apenas recomendamos que os técnicos valorizem mais o uso dos termos técnicos corretos

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