COMANDOS BÁSICOS DO LINUX

Comandos são or dens que passamos ao sistema oper acional par a executar uma det erminada
tarefa.
Cada comando tem uma função específica, devemos saber a função de cada comando e escolher
o mais adequado para fazer o que desejamos, por exemplo:
· ls -Most r a ar quivos de dir et ór ios
· cd – Par a mudar de dir et ór io
Est a apost ila t em uma list a de vár ios comandos or ganizados por cat egor ia com a explicação
sobre o seu funcionamento e as opções aceitas (incluindo alguns exemplos).
É sempr e usado um espaço depois do comando par a separ a-lo de uma opção ou par âmet r o que
será passado para o processamento. Um comando pode receber opções e parâmetros:
Opções
As opções são usadas par a cont r olar como o comando ser á execut ado, por exemplo, par a
fazer uma listagem mostrando o dono, grupo, tamanho dos arquivos você deve digitar ls -l.
Opções podem ser passadas ao comando através de um “-” ou “–“:

Opção identificada por uma letra. Podem ser usadas mais de uma opção com um único hifen.
O comando ls -l –a é a mesma coisa de ls –la l

Opção identificada por um nome. O comando ls –all é equivalente a ls -a .
Pode ser usado tanto “-” como “–“, mas há casos em que somente “-” ou “–” esta disponível.
parâmetros
Um par âmet r o ident if ica o caminho, or igem, dest ino, ent r ada padr ão ou saída padr ão que
será passada ao comando.
Se você digitar: ls / usr / doc/ copyr ight , /usr/doc/copyright ser á o par âmet r o passado ao
comando ls, neste caso queremos que ele liste os arquivos do diretório /usr/doc/copyright.
É normal er r ar o nome de comandos, mas não se pr eocupe, quando ist o acont ecer o sist ema
most r ar á a mensagem command not f ound (comando não encont r ado) e volt ar á ao aviso de
comando. As mensagens de er r o não f azem nenhum mal ao seu sist ema! soment e dizem que
algo deu er r ado par a que você possa cor r igir e ent ender o que acont eceu. No Linux, você
tem a possibilidade de criar comandos personalizados usando outros comandos mais simples
(ist o ser á vist o mais adiant e). Os comandos se encaixam em duas cat egor ias: Comandos
Internos e Comandos Externos.
4
Por exemplo: “ls -la / usr / doc” , ls é o comando, -la é a opção passada ao comando, e /usr/doc é
o diretório passado como parâmetro ao comando ls.
Comandos Internos
São comandos que est ão localizados dent r o do int er pr et ador de comandos (normalment e o
Bash) e não no disco. Eles são car r egados na memór ia RAM do comput ador j unt o com o
interpretador de comandos.
Quando execut a um comando, o int er pr et ador de comandos ver if ica pr imeir o se ele é um
Comando Interno caso não seja é verificado se é um Comando Externo.
Exemplos de comandos internos são: cd, exit , echo, bg, f g, sour ce, help
Comandos Externos
São comandos que est ão localizados no disco. Os comandos são pr ocur ados no disco usando o
path e executados assim que encontrados.
Comandos para manipulação de diretório
· ls
· cd
· pwd
· mkdir
· rmdir
Comandos para manipulação de Arquivos
· cat
· rm
· cp
· mv
Comandos Diversos
· clear
· date
· df
· ln
· find
· free
· grep
· more
· less
· sort
· tail
5
· touch
· echo
· su
· sync
· uname
· shutdown
· dirname
Comandos de rede
· who
· Telnet
· finger
· ftp
· whoami
· dnsdomainname
· hostname
· talk
· ping
· rlogin
· rsh
· w
· traceroute
· netstat
· wall
Comandos para manipulação de contas
· adduser
· addgroup
· passwd
· newgrp
· userdel
· groupdel
· last log
· last
· Adicionando um novo grupo a um usuário
· id
· logname
· users
· groups
Configuração Geral do Sistema
6
Explicação do utilitário Linuxconf
· Configuração de sistema, grupos e usuarios, rotas, dns, dhcp, firewall, etc…
Explicação do utilitário Webmin
· Possue a mesma configuração acima, porém administrada via WEB.
Explicação do ut ilit ário RPM
Þ r pm –qa | sor t | less  mostra todos os arquivos rpm’s do sist ema.
Þ r pm –qi “nome do pacot e r pm ”  mostra informações sobre o pacote rpm instalado.
Þ r pm –ql “nome do pacot e r pm” mostra os arquivos que compõe o pacote instalado.
Þ r pm –qa | gr ep “nome do pacot e r pm”  procura pacotes que contém este nome.
Þ r pm –e “nome do pacot e r pm”  desinstala o pacote relacionado.
Þ r pm –e –-nodeps “nome do pacot e r pm”  desinst ala o pacot e r elacionado mesmo que ele
tenha dependências de outros pacotes.
Þ r pm –qip “nome do pacot e r pm”  obtém informações de um pacote não instalado.
Þ r pm –qlp “nome do pacot e r pm”  obt ém inf ormações sobr e os ar quivos que compõe o
pacote a ser instalado.
Þ r pm –ivh “nome do pacot e r pm”  para instalar um pacote.
Þ r pm –Uvh “nome do pacot e r pm”  para atualizar um pacote.
Þ r pm –Va “nome do pacot e”  obtém informações sobre a situação do pacote.
Estrutura de Arquivos e Diretórios
Arquivos
É onde gr avamos nossos dados. Um ar quivo pode cont er um t ext o f eit o por nós, uma música,
programa, planilha, etc.
Cada ar quivo deve ser ident if icado por um nome, assim ele pode ser encont r ado f acilment e
quando desej ar usa-lo. Se est iver f azendo um t r abalho de hist ór ia, nada melhor que salva-lo
com o nome historia. Um arquivo pode ser binário ou texto.
O Linux é Case Sensitive ou seja, ele diferencia letras maiúsculas e minúsculas nos ar quivos. O
arquivo historia é complet ament e dif er ent e de Historia. Est a r egr a t ambém é válido par a os
comandos e diretórios. Pr ef ir a, sempr e que possível, usar let r as minúsculas par a ident if icar
seus arquivos, pois quase todos os comandos do sistema estão em minúsculas.
Um ar quivo ocult o no Linux é ident if icado por um “.” no inicio do nome (por exemplo, .bashr c).
Arquivos ocultos não aparecem em listagens normais de diretórios, deve ser usado o comando ls
-a para também listar arquivos ocultos.
7
Extensão de arquivos
A ext ensão ser ve par a ident if icar o t ipo do ar quivo. A ext ensão são as let r as após um “.” no
nome de um arquivo, explicando melhor:
· relatorio.txt – O .t xt indica que o conteúdo é um arquivo texto.
· script. sh – Arquivo de Script (interpretado por /bin/sh).
· syst em.log – Registro de algum programa no sistema.
· Arquivo.tar – Arquivo compactado pelo utilitário tar.
· arquivo.gz – Arquivo compactado pelo utilitário gzip.
· index.html – Página de Internet (formato Hypertexto).
· Arquivo.c – Scripts em C que são compilados com os compiladores CC ou GCC.
· Arquivo.pl – Scripts em Perl interpretados pelo programa PERL.
· Arquirvo.rpm – arquivos de programas utilizados pelo interpretador RPM.
A ext ensão de um ar quivo t ambém aj uda a saber o que pr ecisamos f azer par a abr i-lo. Por
exemplo, o ar quivo relatorio.txt é um t ext o simples e podemos ver seu cont eúdo at r avés do
comando, j á o ar quivo index.html cont ém uma página de I nt er net e pr ecisar emos de um
navegador para poder visualiza-lo (como o lynx, Mosaic ou o Netscape).
A ext ensão (na maior ia dos casos) não é r equer ida pelo sist ema oper acional Linux, mas é
convenient e o seu uso par a det erminarmos f acilment e o t ipo de ar quivo e que pr ogr ama
precisaremos usar para abri-lo.
Arquivo texto e binário
Quanto ao tipo, um arquivo pode ser de texto ou binário:
texto
Seu cont eúdo é compr eendido pelas pessoas. Um ar quivo t ext o pode ser uma car t a, um
scr ipt , um pr ogr ama de comput ador escr it o pelo pr ogr amador , ar quivo de conf igur ação,
etc.
binário
Seu cont eúdo soment e pode ser ent endido por comput ador es. Cont ém car act er es
incompr eensíveis par a pessoas normais. Um ar quivo binár io é ger ado at r avés de um ar quivo
de programa (formato texto) através de um processo chamado de compilação. Compilação é
básicament e a conver são de um pr ogr ama em linguagem humana par a a linguagem de
máquina.
Diretório
Dir et ór io é o local ut ilizado par a armazenar conj unt os ar quivos par a melhor or ganização e
localização. O dir et ór io, como o ar quivo, t ambém é “Case Sensit ive” (dir et ór io /teste é
completamente diferente do diretório /Teste).
Não podem exist ir dois ar quivos com o mesmo nome em um dir et ór io, ou um sub-dir et ór io com
um mesmo nome de um arquivo em um mesmo diretório.
8
Um dir et ór io nos sist emas Linux/ UNI X são especif icados por uma “/ ” e não uma “\ ” como é
feito no DOS.
Diretório Raíz
Est e é o dir et ór io pr incipal do sist ema. Dent r o dele est ão t odos os dir et ór ios do sist ema. O
dir et ór io Raíz é r epr esent ado por uma “/ “, assim se você digit ar o comando cd / você est ar á
acessando este diretório.
Nele est ão localizados out r os dir et ór ios como o / bin, / sbin, / usr , / usr / local, / mnt , / tmp, / var ,
/home, et c. Est es são chamados de sub-dir et ór ios pois est ão dent r o do dir et ór io “/ “. A
estrutura de diretórios e sub-dir et ór ios pode ser identificada da seguinte maneira:
· /
· /bin
· /sbin
· /usr
· /usr/local
· /mnt
· /tmp
· /var
· /home
A est r ut ur a de dir et ór ios t ambém é chamada de Ár vor e de Dir et ór ios por que é par ecida com
uma árvore de cabeça par a baixo. Cada dir et ór io do sist ema t em seus r espect ivos ar quivos que
são armazenados conf orme r egr as def inidas pela FHS (FileSyst em Hier ar chy St andar d –
Hier ar quia Padr ão do Sist ema de Ar quivos) ver são 2.0, def inindo que t ipo de ar quivo deve ser
armazenado em cada diretório.
Diretório padrão
É o diretório em que nos encontramos no momento. Também é chamado de diretório atual. Você
pode digitar pwd para verificar qual é seu diretório padrão.
O dir et ór io padr ão t ambém é ident if icado por um . (pont o). O comando comando ls . pode ser
usado par a list ar os ar quivos do dir et ór io at ual (é clar o que ist o é desnecessár io por que se não
digitar nenhum diretório, o comando ls listará o conteúdo do diretório atual).
Diretório home
Também chamado de dir et ór io de usuár io. Em sist emas Linux cada usuár io (inclusive o r oot )
possui seu próprio diretório onde poderá armazenar seus programas e arquivos pessoais.
Est e dir et ór io est á localizado em /home/[login], nest e caso se o seu login f or “j oao” o seu
dir et ór io home ser á /home/joao. O dir et ór io home t ambém é ident if icado por um ~(t il), você
pode digit ar t ant o o comando ls / home/ j oao como ls ~ par a list ar os ar quivos de seu dir et ór io
home.
O diretório home do usuário root (na maioria das distribuições Linux) está localizado em /root.
Dependendo de sua conf igur ação e do númer o de usuár ios em seu sist ema, o dir et ór io de
usuár io pode t er a seguint e f orma: /home/[1letra_do_nome]/[login], nest e caso se o seu login
for “joao” o seu diretório home será /home/j/joao.
9
Diretório Superior
O diretório superior (Upper Directory) é identificado por .. (2 pontos).
Caso est iver no dir et ór io /usr/local e quiser list ar os ar quivos do dir et ór io /usr você pode
digitar, ls .. Este recurso também pode ser usado para copiar, mover arquivos/diretórios, etc.
Diretório Anterior
O diretório anterior é identificado por -. É útil para retornar ao último diretório usado.
Se est ive no dir et ór io /usr/local e digit ar cd / lib, você pode r et or nar f acilment e par a o
diretório /usr/local usando cd -.
Caminho na estrutura de diretórios
São os dir et ór ios que t er emos que per cor r er at é checar no ar quivo ou dir et ór io que que
procuramos. Se desejar ver o arquivo /usr/doc/copyright/GPL você tem duas opções:
1. Mudar o dir et ór io padr ão par a /usr/doc/copyright com o comando cd
/usr/doc/copyright e usar o comando cat GPL
2. Usar o comando “cat” especif icando o caminho complet o na est r ut ur a de dir et ór ios e o
nome de arquivo: cat /usr/doc/copyright/GPL.
As duas soluções acima permit em que você vej a o ar quivo GPL. A dif er ença ent r e as duas é a
seguinte:
· Na pr imeir a, você muda o dir et ór io padr ão par a /usr/doc/copyright (conf ir a digit ando
pwd) e depois o comando cat GPL. Você pode ver os ar quivos de /usr/doc/copyright
com o comando “ls”.
/usr/doc/copyright é o caminho de dir et ór io que devemos per cor r er par a chegar at é o
arquivo GPL.
· Na segunda, é digit ado o caminho complet o par a o “cat” localizar o ar quivo GPL: cat
/usr/doc/copyright/GPL. Nest e caso, você cont inuar á no dir et ór io padr ão (conf ir a
digitando pwd). Digitando ls, os arquivos do diretório atual serão listados.
O caminho de dir et ór ios é necessár io par a dizer ao sist ema oper acional onde encont r ar um
arquivo na “árvore” de diretórios.
Exemplo de diretório
Um exemplo de dir et ór io é o seu dir et ór io de usuár io, t odos seus ar quivos essenciais devem
ser colocadas nest e dir et ór io. Um dir et ór io pode cont er out r o dir et ór io, ist o é út il quando
t emos muit os ar quivos e quer emos melhor ar sua or ganização. Abaixo um exemplo de uma
empresa que precisa controlar os arquivos de Pedidos que emite para as fábricas:
/ pub/ vendas – dir et ór io pr incipal de vendas / pub/ vendas/ mes01-99 – dir et ór io cont endo
vendas do mês 01/ 1999 / pub/ vendas/ mes02-99 – dir et ór io cont endo vendas do mês 02/ 1999
/pub/vendas/mes03-99 – diretório contendo vendas do mês 03/1999
· o diretório vendas é o diretório principal.
· mes01-99 subdiretório que contém os arquivos de vendas do mês 01/1999.
· mes02-99 subdiretório que contém os arquivos de vendas do mês 02/1999.
· mes03-99 subdiretório que contém os arquivos de vendas do mês 03/1999.
10
mes01-99, mes02-99, mes03-99 são dir et ór ios usados par a armazenar os ar quivos de pedidos
do mês e ano cor r espondent e. I st o é essencial par a or ganização, pois se t odos os pedidos
f ossem colocados dir et ament e no dir et ór io vendas, ser ia muit o dif ícil encont r ar o ar quivo do
cliente “pedro
Você deve t er r epar ado que usei a palavr a sub-diretório par a mes01-99, mes02-99 e mes03-
99, por que que eles est ão dent r o do dir et ór io vendas. Da mesma f orma, vendas é um subdiretório
de pub.
Estrutura básica de diretórios do Sistema Linux
O sistema Linux possui a seguinte estrutura básica de diretórios:
/bin
Contém arquivos programas do sistema que são usados com frequência pelos usuários.
/boot
Contém arquivos necessários para a inicialização do sistema.
/ mnt / cdr om
Ponto de montagem da unidade de CD-ROM.
/dev
Contém arquivos usados para acessar dispositivos (periféricos) existentes no computador.
/etc
Arquivos de configuração de seu computador local.
/mnt/floppy
Ponto de montagem de unidade de disquetes
/home
Diretórios contendo os arquivos dos usuários.
/lib
Bibliotecas compartilhadas pelos programas do sistema e módulos do kernel.
/lost+found
Local par a a gr avação de ar quivos/ dir et ór ios r ecuper ados pelo ut ilit ár io fsck.ext2. Cada
partição possui seu próprio diretório lost +f ound.
/mnt
Ponto de montagem temporário.
/proc
Sistema de arquivos do kernel. Este diretório não existe em seu disco rígido, ele é colocado
lá pelo ker nel e usado por diver sos pr ogr amas que f azem sua leit ur a, ver if icam
11
conf igur ações do sist ema ou modif icar o f uncionament o de disposit ivos do sist ema at r avés
da alteração em seus arquivos.
/root
Diretório do usuário root.
/sbin
Dir et ór io de pr ogr amas usados pelo super usuár io (r oot ) par a administ r ação e cont r ole do
funcionamento do sistema.
/tmp
Diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas.
/usr
Contém maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura.
/var
Contém maior parte dos arquivos que são gravados com frequência pelos programas do sistema,
e-mails, spool de impressora, cache, etc.
Sistema de Arquivos e Diretórios
No Unix/ Linux, os ar quivos e dir et ór ios pode t er o t amanho de at é 255 let r as. Você pode
ident if ica-lo com uma ext ensão (um conj unt o de let r as separ adas do nome do ar quivo por um
“.”).
Os pr ogr amas execut áveis do Linux, ao cont r ár io dos pr ogr amas de DOS e Windows, não são
execut ados a par t ir de ext ensões .exe, .com ou .bat . O Linux (como t odos os sist emas POSI X)
usa a permissão de execução de ar quivo par a ident if icar se um ar quivo pode ou não ser
executado.
No exemplo ant er ior , nosso t r abalho de hist ór ia pode ser ident if icado mais f acilment e caso
f osse gr avado com o nome trabalho.text ou trabalho.txt. Também é permit ido gr avar o ar quivo
com o nome Tr abalho de Hist or ia.t xt mas não é r ecomendado gr avar nomes de ar quivos e
dir et ór ios com espaços. Por que ser á necessár io colocar o nome do ar quivo ent r e “aspas” par a
acessa-lo (por exemplo, cat “Tr abalho de Hist or ia.t xt “). Ao invés de usar espaços, pr ef ir a
capitalizar o ar quivo (usar let r as maiúsculas e minúsculas par a ident if ica-lo):
TrabalhodeHistoria.txt. Falaremos agora sobre as permissões para os arquivos e diretórios.
· Donos, grupos e outros usuários
· Tipos de Permissões de acesso
· Etapas para acesso a um arquivo/diretório
· Exemplos práticos de permissões de acesso
· Exemplo de acesso a um arquivo
· Exemplo de acesso a um diretório
· Permissões de Acesso Especiais
· A conta root
· chmod
· chgrp
12
· chown
· Modo de permissão octal
Donos, grupos e outros usuários
O pr incipio da segur ança no sist ema de ar quivos Linux é def inir o acesso aos ar quivos por
donos, grupos e outros usuários:
dono
É a pessoa que cr iou o ar quivo ou o dir et ór io. O nome do dono do ar quivo/ dir et ór io é o
mesmo do usuár io usado par a ent r ar o sist ema Linux. Soment e o dono pode modif icar as
permissões de acesso do arquivo.
As permissões de acesso do dono de um ar quivo soment e se aplicam ao dono do
arquivo/diretório. A identifição do dono também é chamada de user id (UID).
A ident if icação de usuár io e o nome do gr upo que per t ence são armazenadas
respectivamente nos arquivos /etc/passwd e /etc/group. Est es são ar quivos t ext os comuns
e podem ser editados em qualquer editor de texto, mas tenha cuidado para não modificar o
campo que contém a senha do usuário encriptada (que pode estar armazenada neste arquivo
caso não estiver usando senhas ocultas).
grupo
Par a permit ir que vár ios usuár ios dif er ent es t ivessem acesso a um mesmo ar quivo (j á que
soment e o dono poder ia t er acesso ao ar quivo), est e r ecur so f oi cr iado. Cada usuár io pode
f azer par t e de um ou mais gr upos e ent ão acessar ar quivos que per t ençam ao mesmo gr upo
que o seu (mesmo que estes arquivos tenham outro dono).
Por padr ão, quando um novo usuár io é cr iado, o gr upo ele per t encer á ser á o mesmo de seu
gr upo pr imár io (excet o pelas condições que explicar ei adiant e) (vej a ist o at r avés do
comando id. A identificação do grupo é chamada de gid (gr oup id).
outros
É a categoria de usuários que não são donos ou não pertencem ao grupo do arquivo.
Tipos de Permissões de acesso
Quant o aos t ipos de permissões que se aplicam ao dono, grupo e out r os usuár ios, t emos 3
permissões básicas:
· r – Permissão de leit ur a par a ar quivos. Caso f or um dir et ór io, permit e list ar seu
conteúdo (através do comando ls, por exemplo).
· w – Permissão de gr avação par a ar quivos. Caso f or um dir et ór io, permit e a gr avação de
arquivos ou outros diretórios dentro dele.
Para que um arquivo/diretório possa ser apagado, é necessário o acesso a gravação.
· x – Permit e execut ar um ar quivo (caso sej a um pr ogr ama execut ável). Caso sej a um
diretório, permite que seja acessado através do comando cd.
13
As permissões de acesso a um ar quivo/ dir et ór io podem ser visualizadas com o uso do comando
ls -la. As 3 letras (rwx) são agrupadas da seguinte forma:
-rwxrwxrwx gleydson user s t est e
Vir ou uma bagunção não? Vou explicar cada par t e par a ent ender o que quer dizer as 10 let r as
acima (da esquerda para a direita):
· A primeira letra diz qual é o tipo do arquivo. Caso tiver um “d” é um diretório, um “l” um
link a um arquivo no sistema, um “-” quer dizer que é um arquivo comum, etc.
· Da segunda a quarta letra (rwx) dizem qual é a permissão de acesso ao dono do arquivo.
Neste caso gleydson ele t em a permissão de ler (r – r ead), gr avar (w – wr it e) e execut ar
(x – execute) o arquivo teste.
· Da quint a a sét ima let r a (rwx) diz qual é a permissão de acesso ao grupo do ar quivo.
Neste caso todos os usuários que pertencem ao grupo users tem a permissão de ler (r),
gravar (w), e também executar (x) o arquivo teste
· Da oitava a décima letra (rwx) diz qual é a permissão de acesso para os outros usuários.
Nest e caso t odos os usuár ios que não são donos do ar quivo teste t em a permissão par a
ler, gravar e executar o programa.
Vej a o comando chmod par a det alhes sobr e a mudança das permissões de acesso de
arquivos/diretórios.
Etapas para acesso a um arquivo/diretório
O acesso a um ar quivo/ dir et ór io é f eit o ver if icando pr imeir o se o usuár io que acessar á o
arquivo é o seu dono, caso sej a, as permissões de dono do ar quivo são aplicadas. Caso não sej a o
dono do ar quivo/ dir et ór io, é ver if icado se ele per t ence ao gr upo cor r espondent e, caso
pertença, as permissões do grupo são aplicadas. Caso não per t ença ao grupo, são ver if icadas as
permissões de acesso par a os out r os usuár ios que não são donos e não per t encem ao grupo
correspondente ao arquivo/diretório.
Após verificar aonde o usuário se encaixa nas permissões de acesso do arquivo (se ele é o dono,
per t ence ao grupo, ou out r os usuár ios), é ver if icado se ele t er á permissão acesso par a o que
desej a f azer (ler , gr avar ou execut ar o ar quivo), caso não t enha, o acesso é negado, most r ando
uma mensagem do tipo: “Permission denied” (permissão negada).
O que ist o que dizer é que mesmo que você sej a o dono do ar quivo e def inir o acesso do dono
(at r avés do comando chmod) como soment e leit ur a (r ) mas o acesso dos out r os usuár ios como
leit ur a e gr avação, você soment e poder á ler est e ar quivo mas os out r os usuár ios poder ão
ler/grava-lo.
As permissões de acesso (leitura, gravação, execução) para donos, grupos e outros usuários são
independent es, permit indo assim um nível de acesso dif er enciado. Lembr e-se: Soment e o dono
pode modificar um arquivo/diretório!
Exemplos práticos de permissões de acesso
Abaixo dois exemplos pr át icos de permissão de acesso: Exemplo de acesso a um ar quivo e
Exemplo de acesso a um dir et ór io. Os dois exemplos são explicados passo a passo par a uma
perfeita compreensão do assunto.
Abaixo um exemplo e explicação das permissões de acesso a um arquivo no Linux (obt ido com
o comando ls -la, explicarei passo a passo cada parte:
14
-rwxr -xr — 1 gleydson user 8192 nov 4 16:00 t est e
-rwxr-xr–
Estas são as permissões de acesso ao arquivo teste. Um conj unt o de 10 let r as que
especificam o tipo do arquivo, permissão do dono do arquivo, grupo do arquivo e outros
usuários. Veja a explicação detalhada sobre cada uma abaixo:
– rwxr-xr–
A primeira letra (do conjunto das 10 letras) determina o tipo do arquivos. Se a letra for um
d é um diretório, e você poderá acessa-lo usando o comando cd. Caso for um l é um link
simbólico para algum arquivo ou diretório no sistema . Um significa que é um arquivo
normal.
-rwxr-xr–
Estas 3 letras (da segunda a quarta do conjunto das 10 letras) são as permissões de acesso
do dono do arquivo teste. O dono (neste caso gleydson) tem a permissão para ler(r),
gravar(w) e executar (x) o arquivo teste.
-rwxr-xr–
Estas 3 letras (da quinta a sétima do conjunto das 10 letras) são as permissões de acesso
dos usuários que pertencem ao grupo user do arquivo teste. Os usuár ios que per t encem ao
grupo user tem a permissão somente para ler(r) e executar(x) o arquivo teste não podendo
modifica-lo ou apaga-lo.
-rwxr -xr- –
Estas 3 letras (da oitava a décima) são as permissões de acesso para usuários que não são
donos do arquivo teste e que não pertencem ao grupo user. Nest e caso, est as pessoas soment e
terão a permissão para ver o conteúdo do arquivo teste.
gleydson
Nome do dono do arquivo teste.
user
Nome do grupo que o arquivo teste pertence.
teste
Nome do arquivo.
Exemplo de acesso a um diretório
Abaixo um exemplo com explicações das permissões de acesso a um diretório no Linux:
drwxr-x— 2 gleydson user 1024 nov 4 17:55 exemplo
drwxr-x—
15
Permissões de acesso ao diretório exemplo. É um conj unt o de 10 let r as que especif icam o
tipo de arquivo, permissão do dono do diretório, grupo que o diretório pertence e
permissão de acesso a outros usuários. Veja as explicações abaixo:
drwxr-x—
A primeira letra (do conjunto das 10) determina o tipo do arquivo. Neste caso é um
diretório porque tem a letra d.
drwxr-x—
Estas 3 letras (da segunda a quarta) são as permissões de acesso do dono do dir et ór io
exemplo. O dono do diretório (neste caso gleydson) t em a permissão par a list ar ar quivos do
diretório(r), gravar arquivos no diretório(w) e entrar no diretório(x).
drwxr-x—
Estas 3 letras (da quinta a sétima) são as permissões de acesso dos usuários que
pertencem ao grupo user. Os usuários que pertencem ao grupo user t em a permissão
somente para listar arquivos do diretório(r) e entrar no diretório(x) exemplo.
drwxr-x—
Estas 3 letras (da oitava a décima) são as permissões de acesso para usuários que não são
donos do diretório exemplo e que não pertencem ao grupo user. Com as permissões acima,
nenhum usuário que se encaixe nas condições de dono e grupo do dir et ór io t em a permissão
de acessa-lo.
gleydson
Nome do dono do diretório exemplo
user
Nome do grupo que diretório exemplo pertence.
exemplo
Nome do diretório.
16
Exemplo de acesso a um arquivo
Abaixo um exemplo e explicação das permissões de acesso a um ar quivo no Linux (obt ido com o
comando ls -la, explicarei passo a passo cada parte:
-rwxr -xr — 1 gleydson user 8192 nov 4 16:00 t est e
-rwxr-xr–
Est as são as permissões de acesso ao ar quivo teste. Um conj unt o de 10 let r as que
especif icam o t ipo do ar quivo, permissão do dono do ar quivo, gr upo do ar quivo e out r os
usuários. Veja a explicação detalhada sobre cada uma abaixo:
– rwxr-xr–
A primeira letra (do conjunto das 10 letras) determina o tipo do arquivos. Se a letra for um
d é um dir et ór io, e você poder á acessa-lo usando o comando cd. Caso f or um l é um link
simbólico par a algum ar quivo ou dir et ór io no sist ema . Um – signif ica que é um ar quivo
normal.
-rwxr-xr–
Estas 3 letras (da segunda a quarta do conjunto das 10 letras) são as permissões de acesso
do dono do ar quivo teste. O dono (nest e caso gleydson) t em a permissão par a ler (r ),
gravar(w) e executar (x) o arquivo teste.
-rwxr-xr–
Est as 3 let r as (da quint a a sét ima do conj unt o das 10 let r as) são as permissões de acesso
dos usuár ios que per t encem ao gr upo user do ar quivo teste. Os usuár ios que per t encem ao
grupo user t em a permissão soment e par a ler (r ) e execut ar (x) o ar quivo teste não podendo
modifica-lo ou apaga-lo.
-rwxr -xr- –
Est as 3 let r as (da oit ava a décima) são as permissões de acesso par a usuár ios que não são
donos do ar quivo teste e que não per t encem ao gr upo user. Nest e caso, est as pessoas
somente terão a permissão para ver o conteúdo do arquivo teste.
gleydson
Nome do dono do arquivo teste.
user
Nome do grupo que o arquivo teste pertence.
teste
Nome do arquivo.
17
Exemplo de acesso a um diretório
Abaixo um exemplo com explicações das permissões de acesso a um diretório no Linux:
drwxr-x— 2 gleydson user 1024 nov 4 17:55 exemplo
drwxr-x—
Permissões de acesso ao dir et ór io exemplo. É um conj unt o de 10 let r as que especif icam o
t ipo de ar quivo, permissão do dono do dir et ór io, gr upo que o dir et ór io per t ence e
permissão de acesso a outros usuários. Veja as explicações abaixo:
drwxr-x—
A pr imeir a let r a (do conj unt o das 10) det ermina o t ipo do ar quivo. Nest e caso é um
diretório porque tem a letra d.
drwxr-x—
Est as 3 let r as (da segunda a quar t a) são as permissões de acesso do dono do dir et ór io
exemplo. O dono do dir et ór io (nest e caso gleydson) t em a permissão par a list ar ar quivos do
diretório(r), gravar arquivos no diretório(w) e entrar no diretório(x).
drwxr-x—
Est as 3 let r as (da quint a a sét ima) são as permissões de acesso dos usuár ios que
per t encem ao gr upo user . Os usuár ios que per t encem ao gr upo user t em a permissão
somente para listar arquivos do diretório(r) e entrar no diretório(x) exemplo.
drwxr-x—
Est as 3 let r as (da oit ava a décima) são as permissões de acesso par a usuár ios que não são
donos do dir et ór io exemplo e que não per t encem ao gr upo user. Com as permissões acima,
nenhum usuário que se encaixe nas condições de dono e grupo do dir et ór io t em a permissão
de acessa-lo.
gleydson
Nome do dono do diretório exemplo
user
Nome do grupo que diretório exemplo pertence.
exemplo
Nome do diretório.
OBSERVAÇÕES:
· O usuário root não tem nenhuma restrição de acesso ao sistema.
· Se você t em permissões de gr avação no dir et ór io e t ent ar apagar um ar quivo que você
não t em permissão de gr avação, o sist ema per gunt ar á se você conf irma a exclusão do
18
ar quivo apesar do modo leit ur a. Caso você t enha permissões de gr avação no ar quivo, o
ar quivo ser á apagado por padr ão sem most r ar nenhuma mensagem de er r o (a não ser
que seja especificada a opção -i com o comando rm.)
· Por out r o lado, mesmo que você t enha permissões de gr avação em um ar quivo mas não
tenha permissões de gravação em um diretório, a exclusão do arquivo será negada!.
I st o most r a que é levado mais em consider ação a permissão de acesso do dir et ór io do que as
permissões dos ar quivos e sub-dir et ór ios que ele cont ém. Est e pont o é muit as vezes ignor ado
por muit as pessoas e expõem seu sist ema a r iscos de segur ança. I magine o pr oblema que algum
usuár io que não t enha permissão de gr avação em um ar quivo mas que a t enha no dir et ór io pode
causar em um sistema mal administrado.
Permissões de Acesso Especiais
Em adição as t r ês permissões básicas (rwx), exist em permissões de acesso especiais (st X) que
afetam arquivos executáveis e diretórios:
· s – Quando é usado na permissão de acesso do Dono, aj ust a a ident if icação ef et iva
usuár io do pr ocesso dur ant e a execução de um pr ogr ama, t ambém chamado de bit
set uid. Não tem efeito em diretórios.
Quando s é usado na permissão de acesso do Grupo, aj ust a a ident if icação ef et iva do
gr upo do pr ocesso dur ant e a execução de um pr ogr ama, chamado de bit set gid. É
ident if icado pela let r a s no lugar da permissão de execução do gr upo do
ar quivo/ dir et ór io. Em dir et ór ios, f or ça que os ar quivos cr iados dent r o dele per t ençam
ao mesmo grupo do diretório, ao invés do grupo primário que o usuário pertence.
Ambos set gid e set uid podem apar ecer ao mesmo t empo no mesmo ar quivo/ dir et ór io. A
permissão de acesso especial s somente pode aparecer no campo Dono e Grupo.
· t – Salva a imagem do t ext o do pr ogr ama no disposit ivo swap, assim ele ser á car r egado
mais rápidamente quando executado, também chamado de stick bit.
Em dir et ór ios, impede que out r os usuár ios r emovam ar quivos dos quais não são donos.
I st o é chamado de colocar o dir et ór io em modo append-only. Um exemplo de dir et ór io
que se encaixa per f eit ament e nest a condição é o /tmp, t odos os usuár ios devem t er
acesso par a que seus pr ogr amas possam cr iar os ar quivos t empor ár ios lá, mas nenhum
pode apagar ar quivos dos out r os. A permissão especial t , pode ser especif icada
somente no campo outros usuários das permissões de acesso.
· X – Se você usar X ao invés de x, a permissão de execução soment e é af et ada se o
ar quivo j a t iver permissões de execução. Em dir et ór ios ela t em o mesmo ef eit o que a
permissão de execução x.
· Exemplo da permissão de acesso especial X:
3. Cr ie um ar quivo teste (digit ando t ouch t est e) e def ina sua permissão par a rwrw-
r– (chmod ug=rw,o=r teste ou chmod 664 teste).
4. Agora use o comando chmod a+X teste
5. digite ls -l
6. Veja que as permissões do arquivo não foram afetadas
7. agora digite chmod o+x teste
8. digite ls -l, você colocou a permissão de execução par a os out r os usuár ios
9. Agora use novamente o comando chmod a+X teste
10. digite ls -l
19
11. Vej a que agor a a permissão de execução f oi concedida a t odos os usuár ios, pois
f oi ver if icado que o ar quivo er a execut ável (t inha permissão de execução par a
outros usuários).
12. Agora use o comando chmod a-X teste
13. Ele t ambém f uncionar á e r emover á as permissões de execução de t odos os
usuár ios, por que o ar quivo teste t em permissão de execução (conf ir a digit ando
ls -l).
14. Agora tente novamente o chmod a+X teste
15. Você deve ter reparado que a permissão de acesso especial X é semelhant e a x,
mas soment e f az ef eit o quant o o ar quivo j á t em permissão de execução par a o
dono, grupo ou outros usuários.
Em dir et ór ios, a permissão de acesso especial X f unciona da mesma f orma que x, at é
mesmo se o diretório não tiver nenhuma permissão de acesso (x).
A conta root
Esta seção foi retirada do Manual de Instalação da Debian.
A conta root é também chamada de super usuário, est e é um login que não possui r est r ições de
segur ança. A cont a r oot soment e deve ser usada par a f azer a administ r ação do sist ema, e
usada o menor tempo possível.
Qualquer senha que cr iar dever á cont er de 6 a 8 car act er es, e t ambém poder á cont er let r as
maiúsculas e minúsculas, e também caracteres de pontuação. Tenha um cuidado especial quando
escolher sua senha r oot , por que ela é a cont a mais poder osa. Evit e palavr as de dicionár io ou o
uso de qualquer outros dados pessoais que podem ser adivinhados.
Se qualquer um lhe pedir senha r oot , sej a ext r emament e cuidadoso. Você normalment e nunca
deve dist r ibuir sua cont a r oot , a não ser que est ej a administ r ando um comput ador com mais de
um administrador do sistema.
Utilize uma conta de usuário normal ao invés da conta root para operar seu sistema. Porque não
usar a cont a r oot ? Bem, uma r azão par a evit ar usar pr ivilégios r oot é por causa da f acilidade
de se comet er danos ir r epar áveis como r oot . Out r a r azão é que você pode ser enganado e
r odar um pr ogr ama Cavalo de Tr óia — que é um pr ogr ama que obt ém poder es do super usuár io
para comprometer a segurança do seu sistema sem que você saiba.
chmod
Muda a permissão de acesso a um ar quivo ou dir et ór io. Com est e comando você pode escolher
se usuár io ou gr upo t er á permissões par a ler , gr avar , execut ar um ar quivo ou ar quivos. Sempr e
que um ar quivo é cr iado, seu dono é o usuár io que o cr iou e seu gr upo é o gr upo do usuár io
(exceto para diretórios configurados com a permissão de grupo “s”, será visto adiante).
chmod [opções] [permissões] [diretório/arquivo]
Onde:
diretório/arquivo
Diretório ou arquivo que terá sua permissão mudada
20
opções
-v, –ver bose
Mostra todos os arquivos que estão sendo processados.
-f, –silent
Não mostra a maior parte das mensagens de erro
-c, –change
Semelhante a opção -v, mas só mostra os arquivos que tiveram ae permissões mudadas.
-R, –r ecur sive
Muda permissões de acesso do diretório/arquivo no diretório atual e sub-diretórios.
ugoa+-=rwxXst
· ugoa – Cont r ola que nível de acesso ser á mudado. Especif icam, em or dem,
usuário(u), grupo(g), outros(o), todos(a).
· +-= – + coloca a permissão, – r et ir a a permissão do ar quivo e = def ine a permissão
exatamente como especificado.
· rwx – r permissão de leit ur a do ar quivo. w permissão de gr avação. x permissão de
execução (ou acesso a diretórios).
chmod não muda permissões de links simbólicos, as permissões devem ser mudadas no ar quivo
alvo do link. Também podem ser usados códigos numér icos oct ais par a a mudança das
permissões de acesso a arquivos/diretórios.
DICA: É possível copiar permissões de acesso do ar quivo/ dir et ór io, por exemplo, se o ar quivo
teste.txt t iver a permissão de acesso r-xr—– e você digit ar chmod o=u, as permissões de
acesso dos outros usuários (o) serão idênticas ao do dono (u). Então a nova permissão de acesso
do arquivo teste.txt será r-xr–r-x
Exemplos de permissões de acesso:
chmod g+r *
Permit e que t odos os usuár ios que per t ençam ao gr upo dos ar quivos(g) t enham(+)
permissões de leitura(r) em todos os arquivos do diretório atual.
chmod o-r t est e.t xt
Ret ir a(-) a permissão de leit ur a(r ) do ar quivo teste.txt par a os out r os usuár ios (usuár ios
que não são donos e não pertencem ao grupo do arquivo teste.txt).
chmod uo+x teste.txt
Inclui (+) a permissão de execução do arquivo teste.txt para o dono e grupo do arquivo.
21
chmod a+x t est e.t xt
I nclui (+) a permissão de execução do ar quivo teste.txt par a o dono, gr upo e out r os
usuários.
chmod a=rw teste.txt
Def ine a permissão de t odos os usuár ios exat ament e (=) par a leit ur a e gr avação do ar quivo
teste.txt.
chgrp
Muda o grupo de um arquivo/diretório.
chgrp [opções] [gr upo] [ar quivo/ dir et ór io]
Onde:
grupo
Novo grupo do arquivo/diretório
arquivo/diretório
Arquivo/diretório que terá o grupo alterado.
opções
-c, –changes
Somente mostra os arquivos/grupos que forem alterados.
-f, –silent
Não mostra mensagens de erro para arquivos/diretórios que não puderam ser alterados.
-v, –ver bose
Mostra todas as mensagens e arquivos sendo modificados.
-R, –r ecur sive
Altera os grupos de arquivos/sub-diretórios do diretório atual.
chown
Muda dono de um ar quivo/ dir et ór io. Opcionalment e pode t ambém ser usado par a mudar o
grupo.
chown [opções] [dono.gr upo] [dir et ór io/ ar quivo]
onde:
22
dono.grupo
Nome do dono.grupo que será atribuído ao diretório/arquivo. O grupo é opcional.
diretório/arquivo
Diretório/arquivo que o dono.grupo será modificado.
opções
-v, –ver bose
Mostra os arquivos enquanto são alterados.
-f, –supress
Não mostra mensagens de erro durante a execução do programa.
-c, –changes
Mostra somente arquivos que forem alterados.
-R, –r ecur sive
Altera dono e grupo de arquivos no diretório atual e sub-diretórios.
O dono.grupo pode ser especif icado usando o nome de gr upo ou o código numér ico
correspondente ao grupo (GID).
Você deve ter permissões de gravação no diretório/arquivo para alterar seu dono/grupo.
· chown j oao t est e.t xt – Muda o dono do arquivo teste.txt para pedro
· chown j oao.user s t est e.t xt – Muda o dono do ar quivo teste.txt par a j oao e seu gr upo
para users.
· chown -R j oao.user s * – Muda o dono/ gr upo dos ar quivos do dir et ór io at ual e subdiretórios
para joao/users (desde que você t enha permissões de gr avação no dir et ór ios
e sub-diretórios).
Modo de permissão octal
Ao invés de ut ilizar os modos de permissão +r, -r, et c, pode ser usado o modo oct al par a se
alt er ar a permissão de acesso a um ar quivo. O modo oct al é um conj unt o de oit o númer os onde
cada número define um tipo de acesso diferente.
É mais f lexível ger enciar permissões de acesso usando o modo oct al ao invés do comum, pois
você especif ica dir et ament e a permissão do dono, gr upo, out r os ao invés de ger enciar as
permissões de cada um separadamente. Abaixo a lista de permissões de acesso octal:
· 0 – Nenhuma permissão de acesso. Equivalent e a -rwx
· 1 – Permissão de execução (x).
· 2 – Permissão de gravação (w).
· 3 – Permissão de gravação e execução (wx).
· 4 – Permissão de leitura (r).
23
· 5 – Permissão de leitura e execução (rx).
· 6 – Permissão de leitura e gravação (rw).
· 7 – Permissão de leit ur a, gr avação e execução. Equivalent e a +rwx
O uso de um dest e númer os def ine a permissão de acesso do dono, grupo ou out r os usuár ios.
Um modo f ácil de ent ender como as permissões de acesso oct ais f uncionam, é at r avés da
seguinte tabela:
· 1 = Executar .
· 2 = Gr avar
· 4 = Ler
* Par a Dono e Gr upo, mult iplique as permissões acima por x100 e x10
e para as permissões de acesso especiais:
1000 = Salva imagem do t ext o no disposit ivo de t r oca
2000 = Aj ust a o bit set gid na execução
4000 = Aj ust a o bit set uid na execução
Basta agora fazer o seguinte:
· Somente permissão de execução, use 1
· Somente a permissão de leitura, use 4
· Somente permissão de gravação, use 2
· Permissão de leitura/gravação, use 6 (equivale a 2+4 / Gravar+Ler)
· Permissão de leitura/execução, use 5 (equivale a 1+4 / Executar+Ler)
· Permissão de execução/gravação, use 3 (equivale a 1+2 / Executar+Gravar)
· Permissão de leit ur a/ gr avação/ execução, use 7 (equivale a 1+2+4 /
Executar+Gravar+Ler)
· Salvar texto no dispositivo de troca, use 1000
· Ajustar bit setgid, use 2000
· Ajustar bip setuid, use 4000
· Salvar t ext o e aj ust ar bit set uid, use 5000 (equivale a 1000+4000 / Salvar t ext o + bit
setuid)
· Ajustar bit setuid e setgid, use 6000 (equivale a 4000+2000 / setuid + setgid)
Vamos a prática com alguns exemplos:
“chmod 764 t est e”
Os númer os são int er pr et ados da direit a para a esquerda como permissão de acesso aos
out r os usuár ios (4), grupo (6), e dono (7). O exemplo acima f az os out r os usuár ios (4) t er em
acesso soment e leit ur a (r ) ao ar quivo teste, o grupo (6) t er a permissão de leit ur a e gr avação
(w), e o dono (7) ter permissão de leitura, gravação e execução (rwx) ao arquivo teste.
Outro exemplo:
“chmod 40 t est e”
O exemplo acima define a permissão de acesso dos outros usuários (0) como nenhuma, e def ine
a permissão de acesso do grupo (4) como soment e leit ur a (r ). Not e usei soment e dois númer os
24
e ent ão a permissão de acesso do dono do ar quivo não é modif icada (leia as permissões de
acesso da direita para a esquerda!).
“chmod 752 t est e”
O exemplo acima def ine a permissão de acesso dos out r os usuár ios (2) par a soment e execução
(x), o acesso do grupo(5) como leit ur a e execução (r x) e o acesso do dono(7) como leit ur a,
gravação e execução (rwx).
“chmod 4752 t est e”
O exemplo acima def ine a permissão de acesso dos out r os usuár ios (2) par a soment e execução
(x), acesso do grupo (4) como leit ur a e execução (r x), o acesso do dono (7) como leit ur a,
gravação e execução (rwx) e ajusta o bit setgid (4) para o arquivo teste
Adminstração do Sistema
Ut ilizando o comando top par a acompanhar o andament o do pr ocessos e ger enciament o de
memória do sistema.
Utilizando o comando ps par a visualizar os pr ocessos at uais do sist ema
Ut ilizando o comando kill, kill –9, killall e kill –HUP par a f inalizar pr ocessos ou r einicializar
processos.
Como fazer backup e restore do sistema UNIX/LINUX usando os utilitários cpio e tar.
Análize de log’s
Ut ilizando o logcheck que envia um E-Mail per iodicament e ao usuár io aler t ando sobr e
ocor r ências especiais encont r adas nos logs do sist ema, como t ent at ivas de invasão sem
sucesso, t ent at ivas de acesso ao usuár io r oot do sist ema, er r os nos disposit ivos, mensagens
dos daemons, inetd, etc
Manutenção do Sistema
· Checagem dos sistemas de arquivos
· fsck.ext2
· fsck.minix
· badblocks
· defrag
· Limpando ar quivos de LOGS
· Tarefas automáticas de manutenção do sistema
· cron
· O formato de um arquivo crontab
25
Modo Texto
Interpretador de comandos
Também conhecido como “shell”. É o pr ogr ama r esponsável em int er pr et ar as inst r uções
enviadas pelo usuár io e seus pr ogr amas ao sist ema oper acional (o ker nel). Ele que execut a
comandos lidos do disposit ivo de ent r ada padr ão (t eclado) ou de um ar quivo execut ável. É a
pr incipal ligação ent r e o usuár io, os pr ogr amas e o ker nel. O Linux possui diver sos t ipos de
int er pr et ador es de comandos, ent r e eles posso dest acar o bash, ash, csh, t csh, sh, et c. Ent r e
eles o mais usado é o bash. O int er pr et ador de comandos do DOS, por exemplo, é o
command.com.
Os comandos podem ser enviados de duas maneir as par a o int er pr et ador : int er at iva e nãoint
er at iva:
Interativa
Os comandos são digitados no aviso de comando e passados ao interpretador de comandos um a
um. Neste modo, o computador depende do usuário para executar uma tarefa, ou próximo
comando.
Não-interativa
São usados arquivos de comandos criados pelo usuário (scripts) para o computador executar os
comandos na ordem encontrada no arquivo. Neste modo, o computador executa os comandos do
arquivo um por um e dependendo do término do comando, o script pode checar qual será o
próximo comando que será executado e dar continuidade ao processamento.
Este sistema é útil quando temos que digitar por várias vezes seguidas um mesmo comando ou
para compilar algum programa complexo.
O shell Bash possui ainda out r a car act er íst ica int er essant e: A complet ação dos nomes de
comandos. I st o é f eit o pr essionando-se a t ecla TAB, o comando é complet ado e acr escent ado
um espaço. I st o f unciona sem pr oblemas par a comandos int er nos, caso o comando não sej a
encontrado, o Bash emite um beep.
Exemplo: ech (pressione TAB).
Editores de Texto
· vi
Modo Text o – (exist em algumas ver sões adapt adas par a o modo gr áf ico). É um dos edit or es padr ões
dos sist emas Linux e sua int er f ace é complexa e possui muit as f unções (usuár ios Linux avançados
ador am a quant idade de f unções dest e pr ogr ama). Recomendo que apr enda o básico sobr e ele, pois
sempre estará disponível caso ocorra algum problema no sistema.
Par a sair do edit or vi sem salvar pr essione ESC e digit e :q!. Par a sair do edit or e salvar pr essione
ESC e digite :wq.
· elvis
26
Modo Text o – possui boa int er f ace de comunicação com o usuár io, supor t e a HTML e
Metacaracteres.
· ae
Modo Text o – é um dos edit or es padr ões dos sist emas Linux (encont r ado nas dist r ibuições Debian e
baseadas). Sua int er f ace é mais f ácil que o vi. Também r ecomendo que apr enda o básico sobr e ele,
pois é requerido para a manutenção do sistema.
Par a sair do ae sem salvar pr essione CTRL+Q, par a salvar o t ext o pr essione CTRL+X e CTRL+W
(após isto se quiser sair do editor, pressione CTRL+Q).
· j ed
Modo Text o – Recomendável par a aqueles que est ão acost umados com o EDI T do DOS e gost am de
menus suspensos. Sua interface é de fácil operação.
O j ed possui r ecur sos poder osos par a pr ogr amador es de C e out r as linguagens que f az aut otabulação,
auto-identação e delimitação de blocos de código através de cores.
· mcedit
Modo Text o – Muit o f ácil de ut ilizar e possui int er f ace em Por t uguês do Br asil, em ger al não r equer
um t ut or ial par a apr endizado. Est e pr ogr ama f az par t e do pacot e Midnight Commander (conhecido
também como mc).
Você ut iliza as t eclas de f unção (F1 a F10) par a salvar o t ext o, pr ocur ar palavr as no t ext o, pedir
aj uda, sair , et c. Ele possui r ecur sos par a color ir blocos de código (t est ado com ar quivos HTML e
SGML).
· j oe
Modo Texto – É um editor muito versátil e você pode escolher inclusive sua interface.
· gedit
Modo Gr áf ico – edit or do Gnome, sua int er f ace de comunicação é ót ima e r ecomendado par a aqueles
que gost am de t r abalhar com muit os ar quivos aber t os, copiar e colar , et c. Possui muit os r ecur sos de
operação de arquivo, tabulações, browser, diff de documentos, etc.
· gxedit
Modo Gr áf ico – Edit or no est ilo do gedit , sua int er f ace de comunicação com o usuár io é ót ima,
possui supor t e a e-mail, mede o númer o de t oques por minut o do usuár io (digit ação), supor t e a t ags
HTML, audio, rede, correção ortográfica, etc.
27
Redirecionamento de Entrada e Saída
Est a seção explica o f uncioment o dos r ecur sos de dir ecionament o de ent r ada e saída do
sistema Linux.
· Redirecionamento: >
Redir eciona a saída de um pr ogr ama/ comando/ scr ipt par a algum disposit ivo ou ar quivo ao invés
do dispositivo de saida padrão (tela). Quando é usado com arquivos, este redirecionamento cria
ou substitui o conteúdo do arquivo. .
Por exemplo, você pode usar o comando ls par a list ar ar quivos e usar ls >list agem par a enviar a
saída do comando par a o ar quivo list agem. Use o comando cat par a visualizar o cont eúdo do
arquivo list agem.
O mesmo comando pode ser r edir ecionado par a o segundo console /dev/tty2 usando:
ls >/ dev/ t t y2 , o resultado do comando ls ser á most r ado no segundo console (pr essione ALT e
F2 para mudar para o segundo console e ALT e F1 para retornar ao primeiro).
· Redirecionamento: >>
Redir eciona a saída de um pr ogr ama/ comando/ scr ipt par a algum disposit ivo ou f inal de ar quivo
ao invés do dispositivo de saída padrão (tela). A diferença entre este redirecionamento duplo e
o simples, é se caso f or usado com ar quivos, adiciona a saída do comando ao f inal do ar quivo
existente ao invés de substituir seu conteúdo. .
Por exemplo, você pode acr escent ar a saída do comando ls ao ar quivo list agem do capít ulo
ant er ior usando ls / >>list agem . Use o comando cat par a visualizar o cont eúdo do ar quivo
list agem.
O mesmo comando pode ser r edir ecionado par a o segundo console /dev/tty2 usando:
ls >/ dev/ t t y2 , o resultado do comando ls ser á most r ado no segundo console (pr essione ALT e
F2 para mudar para o segundo console e ALT e F1 para retornar ao primeiro).
· Redirecionamento: <
Dir eciona a ent r ada padr ão de ar quivo/ disposit ivo par a um comando. Est e comando f az o
contrário do anterior, ele envia dados ao comando.
Você pode usar o comando cat < t est e.t xt par a enviar o cont eúdo do ar quivo teste.txt ao
comando cat que most r ar á seu cont eúdo (é clar o que o mesmo r esult ado pode ser obt ido com
cat teste.txt mas este exemplo serviu para mostrar a funcionalidade do <).
· Redirecionamento: | (pipe)
Envia a saída de um comando par a a ent r ada do pr óximo comando par a cont inuidade do
pr ocessament o. Os dados enviados são pr ocessados pelo pr óximo comando que most r ar á o
resultado do processamento.
28
Por exemplo: ls -la|mor e ,, est e comando f az a list agem longa de ar quivos que é enviado ao
comando more (que tem a função de efetuar uma pausa a cada 25 linhas do arquivo).
Out r o exemplo é o comando “locat e f ind| gr ep bin/ ” , nest e comando t odos os
caminhos/ ar quivos que cont ém f ind na list agem ser ão most r ados (inclusive man pages,
bibliot ecas, et c.), ent ão enviamos a saída dest e comando par a gr ep bin/ par a most r ar soment e
os dir et ór ios que cont ém binár ios. Mesmo assim a list agem ocupe mais de uma t ela, podemos
acrescentar o more: locat e f ind| gr ep bin/ |mor e.
Podem ser usados mais de um comando de redirecionamento (<, >, |) em um mesmo comando.
· Diferença entre o “|” e o “>”
A pr incipal dif er ença ent r e o “| ” e o “>”, é que o Pipe envolve pr ocessament o ent r e comandos,
ou sej a, a saída de um comando é enviado a ent r ada do pr óximo e o “>” r edir eciona a saída de
um comando para um arquivo/dispositivo.
Você pode not ar pelo exemplo acima (ls -la|mor e) que ambos ls e more são comandos por que
est ão separ ados por um “| “! Se um deles não exist ir ou est iver digit ado incor r et ament e, ser á
mostrada uma mensagem de erro.
Um r esult ado dif er ent e ser ia obt ido usando um “>” no lugar do “|”; A saída do comando ls -la
seria gravada em um arquivo chamado more.
· Redirecionamento: tee
Envia o r esult ado do pr ogr ama par a a saída padr ão (t ela) e par a um ar quivo ao mesmo t empo.
Este comando deve ser usado com o pipe “|”.
comando|tee [arquivo]
Exemplo: ls -la| t ee list agem.t xt , a saída do comando ser á most r ada normalment e na t ela e ao
mesmo tempo gravada no arquivo list agem.t xt .
Linux/ Dos
Este capítulo explica diferença e particularidades do sistema Linux compar ado ao
DOS/Windows e uma lista de equivalência entre comandos e programas DOS e Linux, que pode
servir de comparação para que o usuário possa conhecer e utilizar os comandos/programas
Linux que tem a mesma função no ambiente DOS/Windows.
· Quando entrar pela primeira vez no Linux (ou qualquer outro UNIX, a pr imeir a coisa
que verá será a palavra login: escrita na tela.
A sua aventura começa aqui, você deve ser uma pessoa cadastrada no sistema (ter uma
conta) para que poder entrar. No login você digit a seu nome (por exemplo, gleydson) e
pressiona Enter. Agora será lhe pedida a senha, repare que a senha não é mostrada
enquanto é digitada, isto serve de segurança e poder enganar pessoas que estão
próximas de você “tocando” algumas teclas a mais enquanto digita a senha e fazendo-as
29
pensar que você usa uma grande senha ;-) (com os asteriscos aparecendo isto não seria
possível).
Caso cometa erros durante a digitação da senha, basta pressionar a tecla BackSpace
para apagar o último caracter digitado e terminar a entrada da senha.
Pressione Enter, se tudo ocorrer bem você estará dentro do sistema e será
presenteado com o símbolo # (caso tenha entrado como usuário root) ou $ (caso t enha
entrado como um usuário normal).
Existe um mecanismo de segurança que te alerta sobre eventuais tentativas de entrada
no sistema por intrusos usando seu login, f aça um t est e: ent r e com seu login e digit e a
senha errada, na segunda vez entre com a senha correta no sistema. Na penúltima linha
das mensagens aparece uma mensagem “1 failure since last login”, o que quer dizer “1
falha desde o último login”. Isto significa que alguém tentou entrar 1 vez com seu nome
e senha no sistema, sem sucesso.
· A conta root não t em r est r ições de acesso ao sist ema e pode f azer t udo o que quiser , é
equivalente ao usuário normal do DOS e Windows. Use a conta root soment e par a
manutenções no sistema e instalação de programas, qualquer movimento errado pode
comprometer todo o sistema.
· No Linux os diretório são identificados por uma / e não por uma \ como acont ece no
DOS. Para entrar no diretório /bin, você deve usar cd /bin.
· Os comandos são case-sensitive, o que signif ica que ele dif er encia as let r as maiúsculas
de minúsculas em arquivos e diretórios. O comando ls e LS são complet ament e
diferentes.
· A multitarefa lhe permite usar vários programas simultaneamente (não pense que
multitarefa somente funciona em ambientes gráficos, pois isto é errado!). O
· Os dispositivos também são identificados e uma forma diferente que no DOS por
exemplo:
DOS/Windows Linux
————- —————
A: / dev/ f d0
B: / dev/ f d1
C: / dev/ hda1
LPT1 / dev/ lp0
LPT2 / dev/ lp1
LPT3 / dev/ lp2
COM1 / dev/ t t yS0
COM2 / dev/ t t yS1
COM3 / dev/ t t yS2
COM4 / dev/ t t yS3
· Os recursos multiusuário lhe permite acessar o sistema de qualquer lugar sem instalar
nenhum driver, ou programa gigante, apenas através de conexões TCP/IP, como a
Internet. Também é possível acessar o sistema localmente com vários usuários (cada
um executando tarefas completamente independente dos outros) através dos
Terminais Virtuais. Faça um teste: pressione ao mesmo tempo a tecla ALT e F2 e você
será levado para o segundo Terminal Virtual, pressione novamente ALT e F1 par a
retornar ao anterior.
30
· Para reiniciar o computador, você pode pressionar CTRL+ALT+DEL (como usuário root)
ou digitar shudown -r now. .
· Para desligar o computador, digite shut down -h now e esper e o apar eciment o da
mensagem Power Down para apertar o botão LIGA/DESLIGA do computador.
Comandos equivalentes entre DOS e Linux
Esta seção contém os comandos equivalentes entre estes dois sistemas e a avaliação entre
ambos. Grande parte dos comandos podem ser usados da mesma forma que no DOS, mas os
comandos Linux possuem avanços para utilização neste ambiente multiusuário/multitarefa.
O objetivo desta seção é permitir as pessoas com experiência em DOS f azer r apidament e no
Linux as tarefas que fazem no DOS. A primeira coluna tem o nome do comando no DOS, a
segunda o comando que possui a mesma função no Linux e na terceira coluna as diferenças.
DOS Linux Diferenças
——– ———— ————————————————–
cls clear Sem diferenças
dir ls -la A listagem no Linux possui mais campos (as
permissões de acesso) e o total de espaço ocupado
no diretório e livre no disco deve ser visto
separadamente usando o comando du e df.
Permite também listar o conteúdo de diversos
diretórios com um só comando (ls /bin /sbin /…)
dir/s ls -lR Sem diferenças.
dir/od ls -tr Sem diferenças.
cd cd Poucas diferenças. cd sem parâmetros retorna ao
diretório de usuário e também permite o uso
de “cd -” para retornar ao diretório anteriormente
acessado.
del rm Poucas diferenças. O rm do Linux permite
especificar diversos arquivos que serão apagados
(rm arquivo1 arquivo2 arquivo3). Para ser mostrados
os arquivos apagados, deve-se especificar o
parâmetro “-v” ao comando, e “-i” para pedir
a confirmação ao apagar arquivos.
md mkdir Uma só diferença: No Linux permite que vários
diretórios sejam criados de uma só vez
(mkdir /tmp/a /tmp/b…)
copy cp Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos
enquanto estão sendo copiados, deve-se usar a
opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja
substituir um arquivo já existente, deve-se usar
a opção “-i”.
echo echo Sem diferenças
path path No Linux deve ser usado “:” para separar os
diretórios e usar o comando
“export PATH=caminho1:/caminho2:/caminho3:”
para definir a variável de ambiente PATH.
31
O path atual pode ser visualizado através
do comando “echo $PATH”
ren mv Poucas diferenças. No Linux não é possível
renomear vários arquivos de uma só vez
(como “ren *.txt *.bak”). É necessário usar
um shell script para fazer isto.
type cat Sem diferenças
ver uname -a Poucas diferenças (o uname tem algumas opções
a mais)
date date No Linux mostra/modifica a Data e Hora do sistema.
time date No Linux mostra/modifica a Data e Hora do sistema.
attrib chmod O chmod possui mais opções por tratar as permissões
de acesso de leitura, gravação e execução para
donos, grupos e outros usuários.
scandisk fsck.ext2 O fsck é mais rápido e extensivo na checagem.
doskey —– A edição de teclas é feita automáticamente pelo
bash.
edit vi, ae, O edit é mais fácil de usar, mas usuário
emacs experientes apreciarão os recursos do vi ou
o emacs (programado em lisp).
fdisk fdisk, cfdisk Os particionadores do Linux trabalham com
praticamente todos os tipos de partições de
diversos sistemas de arquivos diferentes.
format mkfs.ext2 Poucas diferenças, precisa apenas que seja
especificado o dispositivo a ser formatado
como “/dev/fd0” ou “/dev/hda10” (o
tipo de identificação usada no Linux), ao
invés de “A:” ou “C:”.
help man, info Sem diferenças
interlnk plip O plip do Linux permite que sejam montadas
redes reais a partir de uma conexão via Cabo
Paralelo ou Serial. A máquina pode fazer tudo
o que poderia fazer conectada em uma rede
(na realidade é uma rede e usa o TCP/IP como
protocolo) inclusive navegar na Internet, enviar
e-mails, irc, etc.
intersvr plip Mesmo que o acima.
keyb loadkeys Sem diferenças (somente que a posição das
teclas do teclado pode ser editada.
Desnecessário para a maioria dos usuários).
mem cat /proc/meminfo Mostra detalhes sobre a quantidade de dados
top em buffers, cache e memória virtual (disco).
more more, less O more é equivalente a ambos os sistemas, mas
o less permite que sejam usadas as setas para
cima e para baixo, o que torna a leitura do
texto muito mais agradável.
move mv Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos
enquanto estão sendo movidos, deve-se usar a
32
opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja
substituir um arquivo já existente deve-se usar
a opção “-i”.
scan —– Não existem virus no Linux devido as
restrições do usuário durante execução de
programas.
backup tar O tar permite o uso de compactação (através do
parâmetro -z) e tem um melhor esquema de
recuperação de arquivos corrompidos que já
segue evoluindo há 30 anos em sistemas UNIX.
print lpr O lpr é mais rápido e permite até mesmo
impressões de gráficos ou arquivos compactados
diretamente caso seja usado o programa
magicfilter. É o programa de Spool de
impressoras usados no sistema Linux/Unix.
xcopy cp -R Pouca diferença, requer que seja usado a
opção “-v” para mostrar os arquivos que
estão sendo copiados e “-i” para pedir
confirmação de substituição de arquivos.
Arquivos de configuração
Os arquivos config.sys e autoexec.bat são equivalentes aos arquivos do diretório /etc
especialmente o /etc/inittab e arquivos dentro do diretório /etc/init.d .
Usando a sintaxe de comandos DOS no Linux
Você pode usar os comandos do pacote mtools para simular os comandos usados pelo DOS no
Linux, a diferença básica é que eles terão a letra m no inicio do nome. Os seguint es comandos
são suportados:
· mattrib – Aj ust a modif ica at r ibut os de ar quivos
· mcat – Most r a os dados da unidade de disquet e em f ormat o RAW
· mcd – Ent r a em dir et ór ios
· mcopy – Copia ar quivos/ dir et ór ios
· mdel – Exclui ar quivos
· mdeltree – Exclui ar quivos, dir et ór ios e sub-dir et ór ios
· mdir – List a ar quivos e dir et ór ios
· mdu – Most r a o espaço ocupado pelo dir et ór io do DOS
· mformat – Format ador de discos
· minfo – Most r a det alhes sobr e a unidade de disquet es
· mlabel – Cr ia um volume par a unidades DOS
· mmd – Cr ia dir et ór ios
· mmount – Mont a discos DOS
· mmove – Move ou r enomeia ar quivos/ subdir et ór ios
· mpartition – Par t iciona um disco par a ser usado no DOS
· mrd – Remove um dir et ór io
· mren – Renomeia ar quivos
· mtype – Visualiza o conteúdo de arquivos (equivalente ao cat)
· mtoolstest – Exibe a configuração atual do mtools
33
· mshowfat – Most r a a FAT da unidade
· mbadblocks – Pr ocur a por set or es def eit uosos na unidade
· mzip – Alt er a modo de pr ot eção e ej et a discos em unidades J az/ ZI P
· mkmanifest – Cr ia um shell scr ipt par a r est aur ar nomes ext ensos usados no UNI X
· mcheck – Ver if ica ar quivos na unidade
Programas equivalentes entre Windows/DOS e o Linux
Esta seção contém programas equivalentes para quem está vindo do DOS e Windows e não sabe
o que usar no Linux. Est a seção t ambém t em por obj et ivo permit ir ao usuár io que ainda não usa
Linux decidir se a passagem vale a pena vendo se o sistema tem os programas que precisa.
Note que esta listagem mostra os programas equivalentes entre o DOS/Windows e o Linux
cabendo a você a decisão final de migrar ou não. Lembrando que é possível usar o Windows,
OS/2, DOS, OS/2 e Linux no mesmo disco rígido sem qualquer tipo de conflito.
DOS/Windows Linux Diferenças
———– ———- ——————————-
MS Word Star Office, O Star Office possui todos os
Corel Word Perfect recursos do Word além de ter
a interface gráfica igual, menus
e teclas de atalho idênticas ao
Word, o que facilita a migração.
Também trabalha com arquivos
no formato Word97/2000 e não
é vulnerável a virus de macro.
É distribuído gratuitamente e
não requer pagamento de licença
podendo ser instalado em quantos
computadores você quiser (tanto
domésticos como de empresas).
MS Excel Star Office Mesmos pontos do acima e também
abre arquivos Excel97/2000.
MS PowerPoint Star Office Mesmos pontos do acima.
MS Access SQL, Oracle, etc Existem diversas ferramentas de
conceito para bancos de dados
corporativos no Linux. Todos
produtos compatíveis com outras
plataformas.
MS Outlook Pine, Mutt, etc Centenas de programas de E-Mail
tanto em modo texto como em
modo gráfico. Instale, avalie
e escolha.
MS Internet Explorer Netscape, Arena, Os três primeiros para modo
Mozilla, lynx. gráfico e o lynx opera em
modo texto.
ICQ LICQ Muito prático e fácil de
operar. Possibilita a mudança
completa da aparência do programa
34
através de Skins. A organização
dos menus deste programa é outro
ponto de destaque.
Photo Shop The Gimp Fácil de usar, possui
muitos scripts que permitem
a criação rápida e fácil de
qualquer tipo de efeito
profissional pelo usuário
mais leigo. Acompanha centenas
de efeitos especiais e um
belo manual em html com muitas
fotos (uns 20MB no total)que
mostra o que é possível se fazer
com ele.
Corel Photo Paint Corel Photo Paint Corel Photo-Paint para
Linux.
winamp xmms Possui todos os recursos do
programa para Windows além
de filtros que permite acrescentar
efeitos digitais da música (em
tempo real), eco, etc.
media player xanim, xplaymidi Programas para execução de
xwave, arquivos de música e videos
multimídia. Existem outras
alternativas, a escolha
depende de seu gosto e da
sofisticação do programa.
Agente de Sistema cron Pouca diferença. O cron
da mais liberdade na programação
de tarefas a serem executadas
pelo Linux.
Mixer aumix, cam Sem diferenças.
Bate-Papo talk, ytalk O talk e o ytalk permite a
conversa de dois usuários não
só através de uma rede local,
mas de qualquer parte do
planeta, pois usa o protocolo
tcp/ip para comunicação. Muito
útil e fácil de usar.
MIRC Bitchx, xchat Clientes IRC para Linux
Frontpage Server apache Sem comentários, o apache
é o servidor WEB mais usado
no mundo (algo em torno de
75% das empresas), muito
rápido e flexível de se
configurar.
Exchange, NT Mail sendmail, smail Só o sendmail tem uma base
qmail instalada de mais de 70% no
35
mundo. o Smail é o mais rápido
e o qmail é o mais seguro.
Todos (especialmente o sendmail)
tem como característica a
flexibilidade de configuração.
Wingate, MS Proxy squid, apache, A migração de um servidor proxy
ip masquerade, para Linux requer o uso de
nat, diald, vários programas separados para
smail, que se tenha um resultado
profissional. Isto pode parecer
incomodo no começo, mas você logo
perceberá que a divisão de serviços
entre programas é mais produtivo.
Quando desejar substituir um
deles, o funcionamento dos
outros não serão afetados.
Não vou entrar em detalhes sobre os
programas citados ao lado, mas o squid
é um servidor proxy Web (HTTP e
HTTPS) completo e também apresenta um
excelente serviço FTP.
Possui outros módulos como dns, ping,
restrições de acesso, limites de
tamanho de arquivos, cache, etc.
MS Frontpage Netscape Composer Sem comentários… todas são
e muitas outras ferramentas para a geração
ferramentas para de grandes Web Sites. O wdm,
geração de conteúdo por exemplo, é usado na geração
WEB (como zope, do site da distribuição Debian
php3, php4, wdm, (http://www.debian.org) em 27
htdig) idiomas diferentes.
MS Winsock Sem equivalente O Linux tem suporte nativo a
tcp/ip desde o começo de sua
existência e não precisa de
nenhuma camada de comunicação
entre ele e a Internet. A
performance é aproximadamente
10% maior em conexões Internet
via fax-modem.
ViruScan, TBAV, —– Não existem vírus no Linux
F-PROT, CPAV. devido as restrições ao usuário
durante a execução de programas.

GOSTOU DEIXE UM COMENTÁRIO

por Paulista Postado em Linux Com a tag